quinta-feira, 31 de outubro de 2013

FOGO CONTRA FOGO (Heat, Estados Unidos, 1995)







Este filme foi feito para ser memorável, e conseguiu sê-lo. Mas essa intenção não pairou sobre uma história profunda e reflexiva, capaz de mudar vidas. Esse intuito de ter um filme para ser lembrado foi se materializando à medida em que foram se confirmando quem iria fazer o que no filme. Ou seja, quando começaram a serem confirmados quem seria o diretor, a equipe, e, principalmente, o elenco; foram esse fatores e essas pessoas que tornaram esta obra em algo único e fantástico.


A história envolve uma quadrilha de ladrões profissionais, liderada por Neil McCauley (Robert De Niro), que resolve assaltar um banco o qual traria muitos lucros para todos. No entanto, essa mesma quadrilha já estava sendo investigada pela polícia, e quem comandava essa investigação era o obstinado tenente Vincent Hanna (Al Pacino), que trabalhava com tanta determinação quanto a dos ladrões.

Esse é um resumo apertado do conteúdo desta obra que impressiona do primeiro ao último segundo.

Ao assistir a este filme, deve-se relembrar de que, na época em que o filme fora lançado, Robert De Niro e Al Pacino não tinha trabalhado juntos, frente a frente. Lembrem-se que em O Poderoso Chefão II eles não se cruzaram. Assim, após mais de 30 anos de carreira, dois dos melhores atores de sua geração iriam se encontrar para duelar em cena.

Essa antecipação fazia com que esta obra fosse ansiosamente esperada, pois esses dois atores ainda se encontravam no topo de seu jogo, e o encontro deles, sozinho, já tornava o filme memorável.

O responsável por dirigir uma obra tão aguardada foi Michael Mann, excelente diretor, detalhista e atento ao sentimento dos personagens. Mesmo em filmes de ação policial, como este, Michael Mann explora os sentimentos que os personagens vivem.

Outra característica do diretor é que ele gosta de explorar as ambientações reais, em vez de construir tudo em estúdio. Esse aspecto em particular trouxe um benefício fantástico para este filme, pois, usando as ruas de Los Angeles, e realmente filmando nesses locais, arrodeado de prédios espelhados imensos, foi rodada uma cena de ação épica, que, até hoje, tenta ser igualada.

O elenco, todo, está impecável. Nomes como Val Kilmer, Natalie Portman, Tom Sizemore, Jon Voight e outros, fazem deste filme uma obra de ação policial inigualável.

Michael Mann também foi o escritor deste filme, e foi uma escolha intencional dele fazer a história
em Los Angeles. Ao fazer essa escolha, o diretor e escritor usou essa cidade quase como um personagem extra, explorando seus locais e o sentimento que ela proporciona.

Ao ir ao cinema assistir a este filme, o que mais se ansiava eram as cenas de Robert De Niro e Al Pacino duelando em uma batalha de titãs da atuação. Entretanto, essa ansiedade foi surpreendida por uma espera que parecia não acabar, mas, enfim, chega a hora em que esses dois gigantes ficam frente a frente em uma cena que entrou para a história do cinema. Um diálogo breve, em uma cafeteria, mostrou, com muita sobra, porque esses dois atores são os ícones que são. Esse foi o único momento dos dois juntos, mas foi um momento inesquecível, que satisfez todas as expectativas.


Ao decidirem assistir a este filme, imaginem os fatores externos que fizeram este filme ser ansiado, tentem vivenciá-los em sua mente, e em seguida assista a esta obra. A hipnose vivenciada persistirá mesmo depois de o filme ter acabado, atordoando sentidos e pensamento. A capacidade de passar essa emoção atordoante não é alcançada por uma obra efêmera que explora emoções rápidas. Esse tipo de sentimento só é alcançada por uma obra como esta o é, ou seja, memorável.

Nenhum comentário:

Postar um comentário